“Não fui preso, fui levado para prestar depoimentos à Polícia Federal”, diz Márcio Tenório

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Divulgação/PMI

“Não fui preso, fui levado para prestar depoimentos à Polícia Federal”, diz Márcio Tenório

O prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, em vista das informações veiculadas na mídia, nessa terça-feira (14), sobre a Operação Prelúdio II da Polícia Federal, esclareceu o que de fato ocorreu quando foi levado para prestar depoimentos à PF, em São Sebastião.

Tenório frisou não ter sido preso, mesmo porque, não teria motivo para que isso ocorresse. “Estive sim, na sede da Polícia Federal, para prestar esclarecimentos sobre um outro fato”, explicou, afirmando não haver qualquer ligação com o seu processo de afastamento da Prefeitura. Quanto a isso, mencionou sequer ter sido  ouvido, intimado  ou muito menos, seus advogados, terem tido acesso aos autos da PF, o que lhe causou certa estranheza, pelo fato de tudo ter ocorrido um dia antes do processo político movido pela Câmara Municipal. “Tenho certeza de que meus advogados irão corrigir essa injustiça”, declarou o prefeito.

Confiança

O chefe do Executivo reafirmou o seu compromisso em trabalhar a favor da população ilhéu. Ele relembrou ter ficado por oito anos fora do arquipélago e que, mesmo assim, continuou a colaborar com o  município e sua gente que, então, nas eleições passadas, acabou por votar nele e em seu Plano de Governo. Porém, observou que desde o seu primeiro dia de governo, não tem conseguido trabalhar a contento para o bem estar da população como um todo. “São pedidos de cassação eleitoral, pedidos de afastamento, pela Câmara, por um evento que não ocorreu. E quanto a isso, já mostramos a nossa inocência; a própria Procuradoria já afirmou isso, mas, mesmo assim, as pessoas não nos deixam trabalhar”, pontuou. “Criar dificuldades para o prefeito Márcio Tenório, é criar dificuldades para o desenvolvimento da cidade que precisa de investimentos, a exemplo das obras de saneamento que estamos realizando no sul da ilha, investimentos que trarão melhor qualidade de vida,  melhores condições à saúde pública e isso, sem contar os investimentos na regularização fundiária, uma outra vitória. É isso o que a população de Ilhabela espera do prefeito Márcio Tenório e da equipe que atua na Prefeitura”, declarou.

Trabalho

 O prefeito foi taxativo ao afirmar que  espera o esclarecimento dos fatos para voltar a atuar a favor da cidade. “O que eu peço, e o que a população espera de mim, enquanto prefeito, é que possamos esclarecer tudo isso e voltarmos ao trabalho visando produzir e investir no município e, com isso, cumprindo nosso Plano de Governo,  enfatizando o respeito à família de Ilhabela. Peço que as pessoas deixem a nossa Administração trabalhar, realizar serviços a favor da população ilhéu”.

Sobre a votação do processo de cassação aberto pela Casa de Leis,  o prefeito enfatizou esperar do Legislativo, que se paute pela técnica, “não pelo fato politico, como está sendo encarado. Fiquei oito anos sem poder trabalhar em Ilhabela, mas em nenhum momento criei dificuldades para o desenvolvimento da cidade, nunca interferi nos trabalhos da Câmara; eu respeito os Poderes, que  são independentes”, disse, argumentando que em relação a esse processo, já foi provado não ter havido prejuízos ao erário público, uma vez que o repasse  foi feito mediante Decreto Federal e o projeto,  aprovado pela Câmara atual. “Então, que o trabalho seja pautado pela técnica,  a exemplo do que ocorreu no voto do dr. Tiago, no voto da Comissão”, frisou. “Eu e os vereadores fomos eleitos para trabalhar por Ilhabela e preciso dos parlamentares, junto com a Prefeitura,  trabalhando a favor da população, a favor do desenvolvimento da cidade, pois foi para isso que fomos eleitos”, concluiu.

O prefeito Márcio Tenório agradeceu ao apoio recebido e frisou confiar na Justiça. “Em breve voltaremos a trabalhar pelo bem de Ilhabela que não quer guerra, quer paz.  Eu respeito a família ilhéu e o que eu quero, agora, é respeito”, afirmou,  referindo-se ao fato de ter sido eleito pelo povo, nas urnas. “O que peço é respeito e que me deixem trabalhar pela cidade e pela população que me elegeu. Se querem me vencer, que vençam nas urnas”.



Jornal do Litoral
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