São Sebastião novembro 2021

Preso que matou companheira durante visita no CDP de Caraguatatuba vai a júri popular

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Arquivo pessoal

Preso que matou companheira durante visita no CDP de Caraguatatuba vai a júri popular

Débora Carvalho foi assassinada pelo companheiro dentro do CDP de Caraguatatuba.

O detento que matou a companheira durante uma visita íntima no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, será julgado em um júri popular nesta quarta-feira (24) no fórum da cidade. O crime ocorreu em 2016.

A audiência será restrita aos participantes. Débora Carvalho foi esganada e morta pelo ex-companheiro que cumpria pena desde setembro de 2015 por tentativa de homicídio contra ela - antes do crime, ela já havia sido alvo do marido, que tentou matá-la com uma faca.

Débora foi atacada dentro do banheiro da unidade e os agentes penitenciários só perceberam a ação mais tarde, quando na saída dos visitantes, ela não deixou o CDP.

Vítima e agressor moravam juntos no bairro Olaria, em Caraguá. Suely Carvalho, tia de Débora, se tornou responsável legal pela filha do casal, atualmente com 7 anos.

"Ele era do tipo que dava flores e levava café na cama no início. Minha sobrinha queria construir uma família e acreditou que com ele teria isso", conta a tia.

SEM INDENIZAÇÃO

A família chegou a pedir indenização ao Estado porque o crime aconteceu dentro do CDP, mas a Justiça negou o pedido em 2019.

À época, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que foi instaurado procedimento apuratório preliminar e que não houve indícios caracterizadores de dolo, culpa ou atribuição de responsabilidade pelo evento a qualquer membro do corpo funcional do Centro de Detenção Provisória.

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